21 de abr. de 2008
São Bernardo: papel, casca de cebola e sisal geram renda para jovens da periferia
20 de abr. de 2008
Agricultores de Roraima transformam fibra de banana em papel
Tatiana Alarcon Brasília -

http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?IDItem=4136&IDNoticia=2340
Por Alexandre Carolo 24/06/2004

C&P do Caribe aposta na fibra da bananeira para ajudara diminuir problemas sociais e ambientais da Costa Rica
Um dos grandes problemas que enfrentam os países produtores de banana é a eliminação dos resíduos orgânicos originados na produção, seleção, embalagem e exportação da fruta. A Costa Rica, por exemplo, é o segundo produtor mundial de banana e, por isso, um de seus maiores problemas consiste na eliminação do ráquis (eixo que sustenta os cachos de bananas) ou bagaço, que geram custos importantes em termos de ambiente e finanças.Na Costa Rica também existem problemas sócio-econômicos gerados tanto pelo latifúndio agrícola bananeiro e pecuário, como pelos

O PAPEL DA BANANEIRA - RECICLAGEM E APROVEITAMENTO DE BIOMASSA
O PAPEL DA BANANEIRA - RECICLAGEM E APROVEITAMENTO DE BIOMASSA E RESÍDUOS.
A bananeira, musa dos trópicos asiáticos, africanos e americanos, até o presente conhecida e apreciada mundialmente pelos seus saborosos e nutritivos frutos, poderá vir a competir com os Eucalíptos e Pinus na produção de celulose e papel e, além disso, ser utilizada na confecção de têxteis e placas de absorção sonora.
O professor e cientista japonês Hiroshi Morishima, através do Green-Gold Project de sua autoria, com ajuda do Governo de seu País, atraíu milhares de curiosos ao seu \"stand\" montado na Exposição Ubuntu, paralela à RIO + 10, onde apresentou seu projeto lançado em Agosto/2001: Duas Fábricas- Piloto no Haití, um dos países mais
pobres do mundo, que iniciaram a produção de papel utilizando como matéria prima o pseudo-caule da bananeira.

O professor pretende estender esta produção a Uganda e Tanzânia antes do final de 2002 e para mais de 100 países antes de 2010. No Haití, explica ele, o papel e os lápis são tidos como artigos de luxo e, por isso o \"papel-banana\" oferece um meio de subsistência à população e ajuda na educação de crianças carentes.
Segundo Morishima, países como as Filipinas, Camboja, Papua Nova Guiné, Cuba, Peru e Colômbia já manifestaram interesse pelo projeto. E, pondera: das 170 Milhões de Toneladas da pasta de papel consumidas por ano no mundo, 95% vêm da madeira. Segundo projeções das Nações Unidas, o consumo mundial vai ficar cinco
vezes maior até 2010, que fazem temer uma acelerada exploração das florestas tropicais com efeitos devastadores para o ambiente e para a humanidade.
A invenção japonesa permitiria, levando-se em conta o desperdício por apodrecimento de milhões de toneladas por ano da matéria prima, produzir 100 milhões de toneladas de polpa de bananeira, quantidade suficiente para fabricar metade do papel consumido hoje no mundo. Morishima publicou um livro de 40 páginas para crianças, feito exclusivamente de \"papel banana\", como ele mesmo
denomina.
Mas, no Brasil, a pesquisa do aproveitamento dos resíduos da bananeira também está adiantada. Rosana Stockler professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de Brasília e especialista em acústica arquitetônica, está desenvolvendo em laboratório placas de absorção sonora a partir da fibra do tronco
da bananeira. Tratam-se de placas artesanais, ecologicamente corretas e produzidas a um custo máximo de 10% do valor por metro quadrado dos materiais convencionais que em geral custam R$ 50,00.
Com base em pesquisas que realizou nas escolas públicas do Distrito Federal chegou à conclusão que a reverberação (persistência de um som num recinto limitado, depois de haver cessado a sua emissão por uma fonte) nas salas de aula era alta, nascendo daí a inspiração da autora.
A fibra do pseudo-caule da bananeira e o papel reciclado constituem os principais ingredientes das placas de absorção acústica da pesquisadora Rosana. Em resumo, a fibra é submetida a um cozimento em solução de soda cáustica e em seguida misturada ao papel previamente reduzido a polpa. À essa mistura, adicionam-se um componente aerante, que produzirá bolhas de ar e fornecerá porosidade ao material e, por fim, um adjuvante antiinflamável.
O produto foi submetido ao Laboratório Acústico do Instituto Nacional de Metrologia (INMETRO) do Rio de Janeiro onde foi testado e aprovado obtendo, para freqüências médias e altas, índices de absorção do som na faixa de 50% a 90%, enquanto que a
espuma tradicional absorve no intervalo de 40% a 60%. O processo de patenteamento do produto se encontra em andamento.
O Brasil é o principal consumidor de banana do mundo ocupando o terceiro lugar na produção mundial com 5,5 milhões de toneladas, atrás do Equador (6,4 milhões t) e da Índia ( 11 milhões t).

O mercado interno brasileiro consome, por ano, praticamente 99% da produção.
Somente pouco mais de 1% se destina à exportação, mas o Brasil importa banana de outros países, principalmente do Equador, para atender sua demanda.
Dados do Ministério da Agricultura mostram que, apesar de ter sido a segunda fruta mais exportada em 2000 ( 72.000 T. ), a banana foi a sétima em faturamento ( US$12 Milhões ). Segundo a SECEX, o Brasil fechou o ano de 2001 com uma exportação aproximada de 105 mil toneladas no valor de US$ 16 Milhões.
O produto nacional é pouco valorizado internacionalmente, pois não atende a alguns pré-requisitos dos importadores europeus e norte-americanos, principalmente quanto ao aspecto fitossanitário. Seu mercado internacional está mais direcionado ao Mercosul, tendo como principais compradores a Argentina e o Uruguai. O preço
histórico da fruta nacional exportada é de US$ 0,14 / Kg enquanto o Equador, principal exportador mundial, alcança um preço médio de US$ 1,25 / Kg e fatura, anualmente, mais de US$ 1,4 Bilhão.
JOSÉ FRANCISCO BEZERRA MENDONÇA - Pesquisador- embrapa Recursos Genéticose Biotecnologia - endonca@cenargen.embrapa.br
Papel de bananeira pode substituir celulose tradicional
Papel de bananeira pode substituir celulose tradicional
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Papel produzido a partir da bananeira pode ser alternativa para Terceiro Mundo

Japonês desenvolve projeto de produção de papel a partir de resíduos de bananeira. Embora já tenha sido usado no Brasil no século 19, o método hoje pode facilitar a entrada de países pobres no mercado da celulose.
Muitas bananas e pouco dinheiro. São estas as condições econômicas básicas da Jamaica e da Tanzânia, duas das nações mais pobres do mundo. O professor japonês Hiroshi Morishima monitora em universidades destes países um projeto piloto com o objetivo de gerar celulose a partir dos resíduos da banana: o chamado pseudocaule, as folhas e o engaço.
Um livro infantil produzido exclusivamente com papel de bananeira é, para o professor, a prova de que o método funciona. "Confeccionamos um papel muito bonito. Das fibras dos resíduos temos uma polpa, que depois é transformada em papel. O método é simples. Não usamos produtos químicos nem necessitamos gastar energia. Trata-se de uma técnica japonesa tradicional, combinada com uma certa tecnologia", explica Morishima.
Desenvolvimento sustentável - O consumo global de papel cresce a cada dia. Isso faz com que se torne urgente encontrar novas alternativas, que respeitem os parâmetros de um desenvolvimento sustentável. Estima-se que no ano de 2010, o consumo mundial de papel atinja 400 milhões de toneladas. Razão suficiente para a procura de novas matérias-primas.
No Brasil, a primeira fábrica de papel – que já utilizava as fibras da bananeira – foi inaugurada em 1848 na Bahia. Hoje, são desenvolvidos projetos esparsos, que visam o aproveitamento industrial de fibras de banana na produção da celulose. No entanto, os métodos alternativos acabam destinados a pequenos nichos do mercado, como a produção de papéis artesanais especiais. Dependendo da parte da bananeira usada e da técnica utilizada, é possível confeccionar papéis com diferentes texturas, brilho e resistência.
Revolução no mercado - Para o professor japonês, seu método pode causar uma verdadeira revolução no mercado da celulose. Morishima acredita que a fabricação do papel de bananeira poderá suprir metade da demanda mundial de papel, salientando que todo ano são eliminados, em plantações espalhadas por 129 países, bilhões de toneladas de resíduos da banana.
Morishima, que trabalha há três anos no projeto piloto na América Central, vê no crescimento da produção do papel de bananeira a possibilidade de gerar empregos na região. Uma vez em funcionamento, uma eventual fábrica poderia, segundo o professor, produzir livros escolares em grande escala, que hoje precisam ser importados.
Reações céticas - Pesquisadores e produtores do papel tradicional reagem com boa dose de ceticismo às idéias de Morishima. O Professor Göttsching, do Departamento de Produção de Papel da Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, não acredita no sucesso de mercado do papel de bananeira. "Pode-se conseguir a matéria-prima para a produção do papel de todas as espécies de plantas, porque elas contêm fibras avulsas. Da banana, se for o caso, também. Só que ninguém vai querer fazer isso".
Pelo menos, segundo Göttsching, ninguém vai se dispor ao trabalho pensando no mercado mundial de celulose. Para o professor alemão, considerando a produção em grande escala, tais métodos artesanais de fabricação de papel mostram-se simplesmente caros demais. "Para uma fábrica de celulose, necessita-se de unidades grandes, para que o trabalho seja rentável economicamente, respeitando também o meio ambiente. E essas fábricas são tão grandes, que só os países mais ricos conseguem mantê-las".
Pequenos passos - Pelo menos para o professor alemão, é aí que o cerco se fecha: enquanto os países produtores de banana não tiverem dinheiro suficiente para construir uma fábrica de grande porte, a eventual exportação de produtos confeccionados com o papel fica apenas na vontade. O japonês Morishima, no entanto, não se deixa abater por tais argumentos. "É melhor um pequeno passo do que nenhum", conta o professor, enquanto planeja novas produções do papel de bananeira em Uganda e na Tanzânia.
16 de abr. de 2008
ALGUMAS APLICAÇÕES COM O PAPEL FEITO DE BANANEIRA E SISAL
Cúpulas para abajur, capas de agenda, convites para casamento, cartões, encadernações em geral, brindes ecológicos, e etc.
KIT COM PORTA RETRATOS, CACHEPÔ E CADERNO DE ASSINATURAS.
12 de abr. de 2008
SISAL
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sisal

O A. sisalana é cultivado em regiões semi-áridas. No Brasil, os principais produtores são os estados da Paraíba e da Bahia.
Do sisal, utiliza-se principalmente a fibra das folhas que, após o beneficiamento, é destinada majoritariamente à indústria de cordoaria (cordas, cordéis, tapetes etc).
O sisal, Agave Sisalana Perrine, é uma planta originária do México. Os primeiros bulbilhos da agave sisalana foram introduzidos na Bahia, em 1903, pelo Comendador Horácio Urpia Júnior nos municípios de Madre de Deus e Maragogipe, trazidos provavelmente da Flórida, através de uma firma americana., foi difundido inicialmente no estado da Paraíba e somente no final da década de 30 na Bahia. Atualmente o Brasil é o maior produtor de sisal do mundo e a Bahia é responsável por 80% da produção da fibra nacional.
O sisal teve seu apogeu econômico durante a Crise do Petróleo nas décadas de 60 e 70. A utilização das fibras sintéticas, porém a necessidade de preservação da natureza e a forte pressão dos grupos ambientalistas vem contribuindo para o incremento da utilização de fios naturais.
O ciclo de transformação do sisal em fios naturais tem início aos 3 anos de vida da planta, ou quando suas folhas atingem até cerca de 140 cm de comprimento que podem resultar em fibras de 90 a 120 cm. As fibras representam apenas 4 a 5% da massa bruta da folha do sisal. As folhas são cortadas a cada 6 meses durante toda vida útil da planta que é de 6/7 anos. Ao final do período é gerada uma haste, a flecha, onde surgem as sementes de uma nova planta.
O sisal pode ser colhido durante todo o ano.
É uma planta resistente á aridez e ao sol intenso do sertão nordestino. É a fibra vegetal mais dura que existe.
Produtos derivados
Os principais produtos são os fios biodegradáveis utilizados em artesanato; no enfardamento de forragens; cordas de várias utilidades, inclusive navais; torcidos, terminais e cordéis. O sisal também é utilizado na produção de estofados; pasta para indústria de celulose; produção de tequila; tapetes decorativos; remédios; biofertilizantes; ração animal; adubo orgânico e sacarias. As fibras podem ser utilizadas também na indústria automobilística, substituindo a fibra de vidro.
Uma fibra sintética demora até 150 anos para se decompor no solo, enquanto a fibra do sisal, em meses, torna-se um fertilizante natural.
Regiões de plantio e comércio
Atualmente a Tanzânia, Quênia, Uganda (África Oriental) e Brasil, fazem parte do maiores cultivadores de sisal do mundo. Também é de destaque os países: Angola, México e Moçambique.

PROCESSO DE EXTRAÇÀO DA FIBRA DO SISAL
BANANEIRA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bananeira

CELULOSE
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Celulose
Industrialmente, a celulose é extraída da madeira de árvores como o pinho, o eucalipto ou o abeto ou de plantas herbáceas com grande quantidade de celulose no talo, como a cana-de-açúcar, diversas gramíneas e juncos. O algodão puro é formado em 99,8% de celulose. Outras fibras têxteis, como a juta, o cânhamo, o rami e o linho também possuem grande proporção desse polissacarídeo. Conforme o tipo de árvore se obtém a celulose de fibra curta ou de fibra longa. Esta característica torna o papel resultante mais absorvente ou mais resistente, respectivamente. Para se obter a celulose, a matéria-prima (troncos ou talos herbáceos) deve ser limpa e descascada e depois submetida à trituração mecânica em máquinas de lâminas múltiplas. O material triturado é tratado com barrela quente, ou com bissulfito de cálcio ou sulfato de sódio, para dissolver a lignina - substância que une as fibras da celulose. Posteriormente, o produto é lavado, depurado e embranquecido.
Utiliza-se a celulose na indústria de papel e na extração de fibras artificiais como o raiom, também chamado seda artificial. Obtém-se o raiom por diversos processos, que produzem diferentes tipos de fibra adequados a usos específicos. Assim, por exemplo, o "raiom viscoso", que se obtém pelo aquecimento da celulose com soda cáustica, é misturado ao algodão e outros produtos para fabricar uma grande variedade de tecidos. A partir da celulose fabricam-se também vernizes, explosivos e o celulóide que serve de suporte a filmes fotográficos e cinematográficos.
Etanol celulósico é o etanol obtido a partir da celulose. Há dois principais processos para produzi-lo. Em um deles a celulose é submetida ao processo de hidrólise enzimática, utilizando uma enzima denominada celulase. O outro processo, que é utilizado com menos freqüência, é composto pela execução sucessiva das três seguintes fases: gasificação, fermentação e destilação. A celulose é um polímero de "cadeia longa" composto de um só monômero, carboidratado, classificado como polissacarídeo. É o componente estrutural primário das plantas e não é digerível pelo homem. Alguns animais, particularmente os ruminantes, podem digerir celulose com a ajuda de microrganismos simbióticos (veja metanogênese). É comum nas paredes celulares de plantas, tendo sido assim notado pela primeira vez em 1838. Ela está naturalmente na maioria das fibras puras de algodão, sendo encontrado em toda planta na combinação de lignina com qualquer hemicelulose.
A estrutura da celulose se forma pela união de moléculas de β-glucose através de ligações β-1,4-glucosídicas, o que a faz ser insolúvel em água. É uma hexosana por hidrólise da glicose. A celulose é um polímero de cadeia longa de peso molecular variável, com fórmula empírica (C6H1005)n, com um valor mínimo de n=200.
A celulose tem uma estrutura linear ou fibrosa, na qual se estabelecem múltiplas pontes de hidrogênio entre os grupos hidroxilas das distintas cadeias juntapostas de glicose, fazendo-as impenetráveis a água, e originando fibras compactas que constituem a parede celular dos vegetais.