12 de abr de 2008

SISAL

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sisal

O sisal (Agave spp. Agavaceae) é uma planta utilizada para fins comerciais.
O A. sisalana é cultivado em regiões semi-áridas. No
Brasil, os principais produtores são os estados da Paraíba e da Bahia.
Do sisal, utiliza-se principalmente a
fibra das folhas que, após o beneficiamento, é destinada majoritariamente à indústria de cordoaria (cordas, cordéis, tapetes etc).
O sisal, Agave Sisalana Perrine, é uma planta originária do México. Os primeiros bulbilhos da agave sisalana foram introduzidos na Bahia, em 1903, pelo Comendador
Horácio Urpia Júnior nos municípios de Madre de Deus e Maragogipe, trazidos provavelmente da Flórida, através de uma firma americana., foi difundido inicialmente no estado da Paraíba e somente no final da década de 30 na Bahia. Atualmente o Brasil é o maior produtor de sisal do mundo e a Bahia é responsável por 80% da produção da fibra nacional.
O sisal teve seu apogeu econômico durante a Crise do Petróleo nas décadas de 60 e 70. A utilização das
fibras sintéticas, porém a necessidade de preservação da natureza e a forte pressão dos grupos ambientalistas vem contribuindo para o incremento da utilização de fios naturais.
O ciclo de transformação do sisal em fios naturais tem início aos 3 anos de vida da planta, ou quando suas folhas atingem até cerca de 140 cm de comprimento que podem resultar em fibras de 90 a 120 cm. As fibras representam apenas 4 a 5% da massa bruta da folha do sisal. As folhas são cortadas a cada 6 meses durante toda vida útil da planta que é de 6/7 anos. Ao final do período é gerada uma haste, a flecha, onde surgem as sementes de uma nova planta.
O sisal pode ser colhido durante todo o ano.
É uma planta resistente á aridez e ao sol intenso do sertão nordestino. É a
fibra vegetal mais dura que existe.

Produtos derivados
Os principais produtos são os
fios biodegradáveis utilizados em artesanato; no enfardamento de forragens; cordas de várias utilidades, inclusive navais; torcidos, terminais e cordéis. O sisal também é utilizado na produção de estofados; pasta para indústria de celulose; produção de tequila; tapetes decorativos; remédios; biofertilizantes; ração animal; adubo orgânico e sacarias. As fibras podem ser utilizadas também na indústria automobilística, substituindo a fibra de vidro.
Uma fibra sintética demora até 150 anos para se decompor no solo, enquanto a fibra do sisal, em meses, torna-se um fertilizante natural.

Regiões de plantio e comércio
Atualmente a
Tanzânia, Quênia, Uganda (África Oriental) e Brasil, fazem parte do maiores cultivadores de sisal do mundo. Também é de destaque os países: Angola, México e Moçambique.


PROCESSO DE EXTRAÇÀO DA FIBRA DO SISAL

BANANEIRA

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bananeira


Musa é um dos três géneros da família das Musaceae que inclui as plantas herbáceas vivazes que produzem vulgarmente designados como bananeiras, incluindo as cultivadas para a produção de fibras (abacás) e para a produção de bananas. Existem cerca de 50 espécies de Musa, utilizadas pelo ser humano para diversas finalidades, originárias do sudeste da Ásia - na região ocupada, atualmente, pela Malásia, Indonésia e Filipinas. Muitas variedades de bananas selvagens existem ainda nessa região. Caracterizam-se por um caule suculento e subterrâneo (rizoma), cujo "falso" tronco (um pseudocaule) é formado pelas bainhas superpostas das suas folhas. Estas são grandes, de coloração verde-clara, brilhantes e de forma, em geral, oblonga ou elíptica. As flores dispõem-se numa espiga terminal, em torno do chamado "coração" da bananeira, com glomérulos androgínicos, apesar de, na prática, os glomérulos superiores funcionarem apenas como masculinos e os inferiores como femininos. Apresenta ainda brácteas em forma de espata. O "fruto", conhecido como banana, é, na verdade, uma pseudobaga. As espécies do género Ensete, incluindo a bananeira-da-abissínia (Ensete ventricosum) são vulgarmente designadas como "falsas bananeiras".


CELULOSE

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Celulose

Industrialmente, a celulose é extraída da madeira de árvores como o pinho, o eucalipto ou o abeto ou de plantas herbáceas com grande quantidade de celulose no talo, como a cana-de-açúcar, diversas gramíneas e juncos. O algodão puro é formado em 99,8% de celulose. Outras fibras têxteis, como a juta, o cânhamo, o rami e o linho também possuem grande proporção desse polissacarídeo. Conforme o tipo de árvore se obtém a celulose de fibra curta ou de fibra longa. Esta característica torna o papel resultante mais absorvente ou mais resistente, respectivamente.

Para se obter a celulose, a matéria-prima (troncos ou talos herbáceos) deve ser limpa e descascada e depois submetida à trituração mecânica em máquinas de lâminas múltiplas. O material triturado é tratado com barrela quente, ou com bissulfito de cálcio ou sulfato de sódio, para dissolver a lignina - substância que une as fibras da celulose. Posteriormente, o produto é lavado, depurado e embranquecido.
Utiliza-se a celulose na indústria de papel e na extração de fibras artificiais como o
raiom, também chamado seda artificial. Obtém-se o raiom por diversos processos, que produzem diferentes tipos de fibra adequados a usos específicos. Assim, por exemplo, o "raiom viscoso", que se obtém pelo aquecimento da celulose com soda cáustica, é misturado ao algodão e outros produtos para fabricar uma grande variedade de tecidos. A partir da celulose fabricam-se também vernizes, explosivos e o celulóide que serve de suporte a filmes fotográficos e cinematográficos.
Etanol celulósico é o etanol obtido a partir da celulose. Há dois principais processos para produzi-lo. Em um deles a celulose é submetida ao processo de hidrólise enzimática, utilizando uma enzima denominada celulase. O outro processo, que é utilizado com menos freqüência, é composto pela execução sucessiva das três seguintes fases: gasificação, fermentação e destilação.
A celulose é um polímero de "cadeia longa" composto de um só monômero, carboidratado, classificado como polissacarídeo. É o componente estrutural primário das plantas e não é digerível pelo homem. Alguns animais, particularmente os ruminantes, podem digerir celulose com a ajuda de microrganismos simbióticos (veja metanogênese). É comum nas paredes celulares de plantas, tendo sido assim notado pela primeira vez em 1838. Ela está naturalmente na maioria das fibras puras de algodão, sendo encontrado em toda planta na combinação de lignina com qualquer hemicelulose. A estrutura da celulose se forma pela união de moléculas de β-glucose através de ligações β-1,4-glucosídicas, o que a faz ser insolúvel em água. É uma hexosana por hidrólise da glicose. A celulose é um polímero de cadeia longa de peso molecular variável, com fórmula empírica (C6H1005)n, com um valor mínimo de n=200.
A celulose tem uma estrutura linear ou fibrosa, na qual se estabelecem múltiplas
pontes de hidrogênio entre os grupos hidroxilas das distintas cadeias juntapostas de glicose, fazendo-as impenetráveis a água, e originando fibras compactas que constituem a parede celular dos vegetais.